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Tudo o que o MailSync faz

A migração funciona sem tocar em nada disto — os padrões já são os certos para a maioria dos casos. Esta página é para quando o seu caso não é a maioria: arquivar uma caixa dentro de outra, levar só o último ano, copiar só as notas fiscais de um fornecedor. Tudo fica em Opções avançadas, dentro do lote.

As opções valem para todas as caixas do lote e entram em vigor na próxima execução. Contas que já estão copiando seguem com as opções com que começaram.

Criar a migração

Migração simples ou em lote

Ao criar, você escolhe: simples preenche uma caixa na própria tela (servidor, usuário e senha dos dois lados); em lote envia um arquivo com uma conta por linha. O resto é idêntico — inclusive as validações.

Acrescentar contas depois

Esqueceu uma caixa? O botão Adicionar contas, no cabeçalho da tabela de contas do lote, acrescenta ao lote que já existe — uma caixa preenchida na tela ou um arquivo com várias, do mesmo jeito da criação. Não é preciso montar um segundo lote para as que faltaram, e o relatório do fim continua sendo um só.

Corrigir a senha depois

Senha errada é o erro mais comum de toda migração, e não exige refazer o lote: o botão da chave, na conta ou na linha da tabela, troca a senha de origem, a de destino ou as duas. O campo em branco mantém a senha atual. Trocar a senha apaga o resultado do teste de acesso — ele valia para a senha antiga.

Antes de copiar

Testar conexão e acesso

Abre os dois servidores e faz login nos dois, em segundos. É o que libera o botão de iniciar.

Medir o tamanho

Lê os totais dos dois lados sem copiar nada — é o que define o preço e a expectativa de tempo. Vale como teste de acesso: para ler as pastas, foi preciso entrar nas duas caixas.

Apenas simular

Percorre tudo, monta o relatório e não grava nada no destino. Serve para conferir o que seria copiado antes de valer — especialmente com os filtros abaixo ligados.

Agendar para outro horário

O botão do calendário, na barra de ações do lote, marca dia e hora para a migração começar sozinha. Vale a pena: copiar e-mail consome banda, e a madrugada não disputa com o escritório trabalhando. Os atalhos ao lado do relógio — hoje à noite, amanhã cedo, sábado de madrugada — cobrem as escolhas mais comuns em um clique.

Você pode marcar mais de um horário no mesmo lote: é assim que se faz a segunda passada, aquela que leva o que chegou depois da primeira. Os dias que já têm agendamento aparecem com um ponto embaixo do número, e os dias que já passaram não são clicáveis. A hora é sempre a do seu fuso, mostrado abaixo do campo.

Recortar o que será copiado

Copiar só o que for mais novo que N dias

365 traz o último ano. Útil quando o destino tem menos espaço que a origem, ou quando o combinado com o cliente é migrar só o período recente.

Copiar só o que for mais antigo que N dias

O contrário: arquiva o passado e deixa o recente onde está. As duas opções juntas recortam um intervalo — mais antigo que 365 com mais novo que 1095 traz o que tem entre um e três anos.

Se o “mais antigo que” for maior que o “mais novo que”, os dois recortes não se cruzam e nada é copiado. O painel avisa quando isso acontece.

Copiar só mensagens com um assunto, ou de um remetente

A busca é feita pelo próprio servidor, dos dois lados, antes de qualquer cópia — é rápida mesmo em caixas enormes. Preenchendo os dois campos, só entram as mensagens que atendem aos dois ao mesmo tempo: do remetente e com aquele assunto.

Casos em que isso resolve o problema:

Acentos dependem do servidor. A busca por assunto é feita pelo servidor de e-mail, e nem todos tratam acento da mesma forma. Se o resultado vier vazio, tente um trecho sem acento (fatura em vez de notificação). Use Apenas simular para conferir quantas mensagens o filtro seleciona antes de copiar de verdade.

Com filtro ligado, a tela da caixa ganha o cartão Filtro de mensagens: ele diz qual filtro valeu e quantas mensagens casaram com ele. A árvore de pastas passa a contar da mesma forma — uma pasta com 29.390 mensagens da qual 90 casaram aparece como 90 / 90, e não como 90 / 29.390. As mensagens que não casaram não foram deixadas para trás: elas não foram pedidas.

Excluir pastas

Uma expressão por linha, somada às pastas que já ignoramos por padrão (lixeira, spam, calendário, contatos e as pastas internas do servidor). Como o preço depende do tamanho, deixar de fora um arquivo morto gigante também sai mais barato.

Migrar primeiro a caixa de entrada

A INBOX é copiada antes de todas as outras pastas. Numa caixa grande isso muda a experiência de quem está esperando: em vez de acompanhar o arquivo morto de 2018 rastejando por horas, a pessoa recebe o que importa logo no começo e volta a trabalhar enquanto o resto ainda está vindo.

Não muda nada no resultado final — no fim, tudo chega igual. O que muda é a ordem, e com ela o tempo até a caixa ficar utilizável.

Saindo do Gmail, esta opção tem um efeito a mais. Numa conta Gmail as mensagens aparecem em vários lugares ao mesmo tempo (na caixa de entrada e no marcador, por exemplo), e só a primeira pasta a ser copiada leva a mensagem. Ligando esta opção, a caixa de entrada passa a ser essa primeira — quem chega no destino com a INBOX completa e os marcadores com menos mensagens, em vez do contrário.

Somente pastas

Cria a árvore de pastas no destino sem copiar mensagem nenhuma. Serve para preparar a estrutura antes de uma migração longa, ou para conferir como os nomes ficarão.

Onde as mensagens vão parar

Copiar tudo para dentro de uma pasta no destino

Em vez de a caixa de origem virar a raiz do destino, ela inteira vira uma pasta dentro dele. Informando Arquivo:

origem                    destino
INBOX                  →  Arquivo/INBOX
Itens Enviados         →  Arquivo/Itens Enviados
Clientes/2026          →  Arquivo/Clientes/2026

É a forma de resolver dois casos que aparecem sempre:

A pasta fica assinada no destino. Programas de e-mail como o Outlook e o Thunderbird mostram, por padrão, só as pastas assinadas — e a pasta criada por esta opção não é assinada automaticamente pelo mecanismo de cópia. O MailSync assina a pasta e todos os níveis acima dela ao terminar, para ela aparecer na hora. Se algo impedir isso, o histórico do lote registra o aviso com o nome da pasta.

O que acontece com a caixa de origem

Apagar da origem o que for copiado

Cada mensagem é removida da caixa antiga assim que chega ao destino. Existe para quem está esvaziando uma caixa cheia durante a mudança — a mais comum é a que estourou a cota e não recebe mais.

Não tem volta. A mensagem sai da origem e passa a existir só no destino. Antes de ligar: rode uma migração normal, confira o destino abrindo mensagens e anexos, e só então repita com a opção ligada. Ela nunca age durante a medição nem durante a simulação.

Ritmo e resistência a falha

OpçãoPara que serveQuando mexer
Migrações em paralelo Quantas caixas do lote copiam ao mesmo tempo Baixe para 3 quando a origem for hospedagem compartilhada e recusar conexões
Limite de erros Encerra a migração daquela caixa após essa quantidade de erros Aumente quando a caixa tem mensagens problemáticas conhecidas e você quer seguir mesmo assim
Novas tentativas por conta Quantas vezes uma caixa com erro é reexecutada sozinha Servidor instável pede 2 ou 3
Timeout Espera máxima por uma resposta do servidor Servidor lento com caixas grandes pode pedir mais que os 300 s padrão
Pausa máxima Espera entre reconexões Raramente

Um lote nunca toma a máquina inteira: até 10 contas, no máximo 7 copiam ao mesmo tempo; acima disso, metade. O número que você escolhe continua valendo como teto — pedindo 3, são 3.

Exigir certificado válido

A conexão com os dois servidores é sempre criptografada. O que esta opção acrescenta é a conferência do certificado: com ela ligada, o MailSync recusa a conexão se o certificado do servidor estiver vencido, for autoassinado ou não corresponder ao endereço — ou seja, passa a confirmar que o servidor é mesmo quem diz ser, e não só a embaralhar o que trafega.

Vem desligada, e por um motivo prático: servidor antigo — justamente o que as pessoas estão deixando para trás — costuma ter certificado próprio ou vencido. Ligada para todo mundo, ela transformaria migração legítima em “falha de conexão” sem que ninguém pudesse fazer nada a respeito.

Ligue se a política de segurança da empresa exigir, ou se a migração atravessa uma rede em que você não confia. A regra vale tanto para o teste de conexão quanto para a cópia, então o teste já diz se vai dar certo. Se aparecer “o certificado do servidor não passou na validação”, é isto: desligue e rode de novo, ou peça ao provedor de origem um certificado válido.

Portas e SSL

O padrão é 993 com SSL dos dois lados, que é o certo em praticamente todo servidor. Só mexa se o seu usar outra porta. Desligar a criptografia faz a senha trafegar em texto puro — use apenas dentro de uma rede confiável, e troque a senha depois.

Enquanto a cópia acontece

Rodar a mesma caixa mais de uma vez

Rodar de novo é normal, e é o caminho recomendado: migre com tudo funcionando, troque o DNS quando estiver pronto e rode mais uma vez para levar o que chegou no intervalo. Não custa nada — o crédito fica vinculado à caixa e não vence.

Cada execução copia só o que ainda não chegou. Antes de transferir qualquer coisa, o MailSync compara as duas caixas mensagem a mensagem; o que já está no destino é pulado. Por isso a primeira passada é a demorada e as seguintes terminam rápido — e por isso o número de mensagens copiadas despenca da segunda em diante.

É aí que os cartões do topo da tela enganam sozinhos: eles mostram a última execução. Numa caixa rodada duas vezes você lê “1 mensagem copiada em 5 minutos” e parece que nada aconteceu. O cartão Execuções, ao lado da árvore de pastas, conta a história inteira — uma linha por passada, da primeira para a última, com o que cada uma fez:

ExecuçãoDuraçãoO que fezResultado
5h 33min 8.771 mensagens copiadas · 1,65 GB falhou no fim
incremental5min 3s 1 mensagem copiada · 8.771 já estavam no destino concluída

Esses números são de uma migração real. Lendo as duas linhas juntas fica claro o que aconteceu: a primeira passada trouxe a caixa inteira e tropeçou numa mensagem no final; a segunda só precisou completar essa uma. O selo incremental aparece sempre que a execução encontrou parte da caixa já no destino.

Cada linha tem o botão de baixar o registro daquela passada. Quando algo deu errado, o arquivo que explica é o da execução que falhou — não o da que deu certo depois.

Sempre aplicados, sem opção

Estas decisões valem para qualquer migração, porque tê-las como interruptor só criaria jeitos de configurar errado: