Tudo o que o MailSync faz
A migração funciona sem tocar em nada disto — os padrões já são os certos para a maioria dos casos. Esta página é para quando o seu caso não é a maioria: arquivar uma caixa dentro de outra, levar só o último ano, copiar só as notas fiscais de um fornecedor. Tudo fica em Opções avançadas, dentro do lote.
As opções valem para todas as caixas do lote e entram em vigor na próxima execução. Contas que já estão copiando seguem com as opções com que começaram.
Criar a migração
Migração simples ou em lote
Ao criar, você escolhe: simples preenche uma caixa na própria tela (servidor, usuário e senha dos dois lados); em lote envia um arquivo com uma conta por linha. O resto é idêntico — inclusive as validações.
Acrescentar contas depois
Esqueceu uma caixa? O botão Adicionar contas, no cabeçalho da tabela de contas do lote, acrescenta ao lote que já existe — uma caixa preenchida na tela ou um arquivo com várias, do mesmo jeito da criação. Não é preciso montar um segundo lote para as que faltaram, e o relatório do fim continua sendo um só.
- A mesma caixa não entra duas vezes. Se o par origem → destino já estiver no lote, a linha volta avisada e nada é copiado em dobro.
- As contas novas entram sem teste, como qualquer conta recém-criada. O lote volta para “criado” e o botão de iniciar só libera depois que você rodar Testar conexão (ou Tamanho) de novo — o que já foi copiado continua contado e não é copiado outra vez.
- Com o lote copiando ou testando, o botão espera. A execução em andamento trabalha com a lista de caixas que leu quando começou; a conta nova entra assim que ela terminar.
Corrigir a senha depois
Senha errada é o erro mais comum de toda migração, e não exige refazer o lote: o botão da chave, na conta ou na linha da tabela, troca a senha de origem, a de destino ou as duas. O campo em branco mantém a senha atual. Trocar a senha apaga o resultado do teste de acesso — ele valia para a senha antiga.
Antes de copiar
Testar conexão e acesso
Abre os dois servidores e faz login nos dois, em segundos. É o que libera o botão de iniciar.
Medir o tamanho
Lê os totais dos dois lados sem copiar nada — é o que define o preço e a expectativa de tempo. Vale como teste de acesso: para ler as pastas, foi preciso entrar nas duas caixas.
Apenas simular
Percorre tudo, monta o relatório e não grava nada no destino. Serve para conferir o que seria copiado antes de valer — especialmente com os filtros abaixo ligados.
Agendar para outro horário
O botão do calendário, na barra de ações do lote, marca dia e hora para a migração começar sozinha. Vale a pena: copiar e-mail consome banda, e a madrugada não disputa com o escritório trabalhando. Os atalhos ao lado do relógio — hoje à noite, amanhã cedo, sábado de madrugada — cobrem as escolhas mais comuns em um clique.
Você pode marcar mais de um horário no mesmo lote: é assim que se faz a segunda passada, aquela que leva o que chegou depois da primeira. Os dias que já têm agendamento aparecem com um ponto embaixo do número, e os dias que já passaram não são clicáveis. A hora é sempre a do seu fuso, mostrado abaixo do campo.
Recortar o que será copiado
Copiar só o que for mais novo que N dias
365 traz o último ano. Útil quando o destino tem menos espaço que a
origem, ou quando o combinado com o cliente é migrar só o período recente.
Copiar só o que for mais antigo que N dias
O contrário: arquiva o passado e deixa o recente onde está. As duas opções juntas
recortam um intervalo — mais antigo que 365 com
mais novo que 1095 traz o que tem entre um e três anos.
Se o “mais antigo que” for maior que o “mais novo que”, os dois recortes não se cruzam e nada é copiado. O painel avisa quando isso acontece.
Copiar só mensagens com um assunto, ou de um remetente
A busca é feita pelo próprio servidor, dos dois lados, antes de qualquer cópia — é rápida mesmo em caixas enormes. Preenchendo os dois campos, só entram as mensagens que atendem aos dois ao mesmo tempo: do remetente e com aquele assunto.
Casos em que isso resolve o problema:
- levar para o novo servidor só as notas fiscais de um fornecedor;
- separar a correspondência de um processo específico numa caixa própria;
- refazer uma migração parcial que falhou só numa faixa de mensagens.
Acentos dependem do servidor. A busca por assunto é feita pelo servidor de
e-mail, e nem todos tratam acento da mesma forma. Se o resultado vier vazio, tente um
trecho sem acento (fatura em vez de notificação). Use
Apenas simular para conferir quantas mensagens o filtro seleciona antes de
copiar de verdade.
Com filtro ligado, a tela da caixa ganha o cartão Filtro de mensagens: ele diz
qual filtro valeu e quantas mensagens casaram com ele. A árvore de pastas passa
a contar da mesma forma — uma pasta com 29.390 mensagens da qual 90 casaram aparece
como 90 / 90, e não como 90 / 29.390. As mensagens que não
casaram não foram deixadas para trás: elas não foram pedidas.
Excluir pastas
Uma expressão por linha, somada às pastas que já ignoramos por padrão (lixeira, spam, calendário, contatos e as pastas internas do servidor). Como o preço depende do tamanho, deixar de fora um arquivo morto gigante também sai mais barato.
Migrar primeiro a caixa de entrada
A INBOX é copiada antes de todas as outras pastas. Numa caixa grande isso muda a experiência de quem está esperando: em vez de acompanhar o arquivo morto de 2018 rastejando por horas, a pessoa recebe o que importa logo no começo e volta a trabalhar enquanto o resto ainda está vindo.
Não muda nada no resultado final — no fim, tudo chega igual. O que muda é a ordem, e com ela o tempo até a caixa ficar utilizável.
Saindo do Gmail, esta opção tem um efeito a mais. Numa conta Gmail as mensagens aparecem em vários lugares ao mesmo tempo (na caixa de entrada e no marcador, por exemplo), e só a primeira pasta a ser copiada leva a mensagem. Ligando esta opção, a caixa de entrada passa a ser essa primeira — quem chega no destino com a INBOX completa e os marcadores com menos mensagens, em vez do contrário.
Somente pastas
Cria a árvore de pastas no destino sem copiar mensagem nenhuma. Serve para preparar a estrutura antes de uma migração longa, ou para conferir como os nomes ficarão.
Onde as mensagens vão parar
Copiar tudo para dentro de uma pasta no destino
Em vez de a caixa de origem virar a raiz do destino, ela inteira vira uma pasta
dentro dele. Informando Arquivo:
origem destino
INBOX → Arquivo/INBOX
Itens Enviados → Arquivo/Itens Enviados
Clientes/2026 → Arquivo/Clientes/2026
É a forma de resolver dois casos que aparecem sempre:
- quem sai da empresa — a caixa da pessoa vai para dentro da caixa de quem assume, sem misturar com as mensagens de quem ficou;
- consolidar caixas — várias contas antigas dentro de uma só, cada uma na sua pasta.
A pasta fica assinada no destino. Programas de e-mail como o Outlook e o Thunderbird mostram, por padrão, só as pastas assinadas — e a pasta criada por esta opção não é assinada automaticamente pelo mecanismo de cópia. O MailSync assina a pasta e todos os níveis acima dela ao terminar, para ela aparecer na hora. Se algo impedir isso, o histórico do lote registra o aviso com o nome da pasta.
O que acontece com a caixa de origem
Apagar da origem o que for copiado
Cada mensagem é removida da caixa antiga assim que chega ao destino. Existe para quem está esvaziando uma caixa cheia durante a mudança — a mais comum é a que estourou a cota e não recebe mais.
Não tem volta. A mensagem sai da origem e passa a existir só no destino. Antes de ligar: rode uma migração normal, confira o destino abrindo mensagens e anexos, e só então repita com a opção ligada. Ela nunca age durante a medição nem durante a simulação.
Ritmo e resistência a falha
| Opção | Para que serve | Quando mexer |
|---|---|---|
| Migrações em paralelo | Quantas caixas do lote copiam ao mesmo tempo | Baixe para 3 quando a origem for hospedagem compartilhada e recusar conexões |
| Limite de erros | Encerra a migração daquela caixa após essa quantidade de erros | Aumente quando a caixa tem mensagens problemáticas conhecidas e você quer seguir mesmo assim |
| Novas tentativas por conta | Quantas vezes uma caixa com erro é reexecutada sozinha | Servidor instável pede 2 ou 3 |
| Timeout | Espera máxima por uma resposta do servidor | Servidor lento com caixas grandes pode pedir mais que os 300 s padrão |
| Pausa máxima | Espera entre reconexões | Raramente |
Um lote nunca toma a máquina inteira: até 10 contas, no máximo 7 copiam ao mesmo tempo; acima disso, metade. O número que você escolhe continua valendo como teto — pedindo 3, são 3.
Exigir certificado válido
A conexão com os dois servidores é sempre criptografada. O que esta opção acrescenta é a conferência do certificado: com ela ligada, o MailSync recusa a conexão se o certificado do servidor estiver vencido, for autoassinado ou não corresponder ao endereço — ou seja, passa a confirmar que o servidor é mesmo quem diz ser, e não só a embaralhar o que trafega.
Vem desligada, e por um motivo prático: servidor antigo — justamente o que as pessoas estão deixando para trás — costuma ter certificado próprio ou vencido. Ligada para todo mundo, ela transformaria migração legítima em “falha de conexão” sem que ninguém pudesse fazer nada a respeito.
Ligue se a política de segurança da empresa exigir, ou se a migração atravessa uma rede em que você não confia. A regra vale tanto para o teste de conexão quanto para a cópia, então o teste já diz se vai dar certo. Se aparecer “o certificado do servidor não passou na validação”, é isto: desligue e rode de novo, ou peça ao provedor de origem um certificado válido.
Portas e SSL
O padrão é 993 com SSL dos dois lados, que é o certo em praticamente todo servidor. Só mexa se o seu usar outra porta. Desligar a criptografia faz a senha trafegar em texto puro — use apenas dentro de uma rede confiável, e troque a senha depois.
Enquanto a cópia acontece
- A árvore de pastas se preenche sozinha, com a contagem de mensagens de cada galho somando o que está abaixo, e o caminho até a pasta que está sendo copiada se abre.
- Servidor mudo é avisado: se a cópia passa três minutos sem resposta, a tela diz há quanto tempo. Passando de quinze, o MailSync encerra aquela caixa e a devolve para a fila, em vez de segurar a vaga para sempre.
- Tokens de Microsoft 365 e Google são renovados durante a cópia: eles valem uma hora, e uma caixa grande leva mais que isso.
- O registro completo fica disponível para download em
.txtquando a caixa termina — um arquivo por execução. Se a caixa foi tentada mais de uma vez, todas as tentativas continuam ali, da mais recente para a mais antiga, junto com o registro da medição de tamanho. Numa caixa que falhou e foi refeita, o arquivo que explica o problema é o da tentativa que falhou.
Rodar a mesma caixa mais de uma vez
Rodar de novo é normal, e é o caminho recomendado: migre com tudo funcionando, troque o DNS quando estiver pronto e rode mais uma vez para levar o que chegou no intervalo. Não custa nada — o crédito fica vinculado à caixa e não vence.
Cada execução copia só o que ainda não chegou. Antes de transferir qualquer coisa, o MailSync compara as duas caixas mensagem a mensagem; o que já está no destino é pulado. Por isso a primeira passada é a demorada e as seguintes terminam rápido — e por isso o número de mensagens copiadas despenca da segunda em diante.
É aí que os cartões do topo da tela enganam sozinhos: eles mostram a última execução. Numa caixa rodada duas vezes você lê “1 mensagem copiada em 5 minutos” e parece que nada aconteceu. O cartão Execuções, ao lado da árvore de pastas, conta a história inteira — uma linha por passada, da primeira para a última, com o que cada uma fez:
| Execução | Duração | O que fez | Resultado |
|---|---|---|---|
| 1ª | 5h 33min | 8.771 mensagens copiadas · 1,65 GB | falhou no fim |
| 2ª incremental | 5min 3s | 1 mensagem copiada · 8.771 já estavam no destino | concluída |
Esses números são de uma migração real. Lendo as duas linhas juntas fica claro o que aconteceu: a primeira passada trouxe a caixa inteira e tropeçou numa mensagem no final; a segunda só precisou completar essa uma. O selo incremental aparece sempre que a execução encontrou parte da caixa já no destino.
Cada linha tem o botão de baixar o registro daquela passada. Quando algo deu errado, o arquivo que explica é o da execução que falhou — não o da que deu certo depois.
Sempre aplicados, sem opção
Estas decisões valem para qualquer migração, porque tê-las como interruptor só criaria jeitos de configurar errado:
- datas originais preservadas, e o estado de lido, respondido e sinalizado junto;
- pastas especiais casadas entre idiomas (
Sent→Itens Enviados,Trash→Itens Excluídos) pelo tipo que o servidor anuncia, e não só pelo nome; - pastas transferidas ficam assinadas no destino;
- cópia incremental: o que já está no destino não é copiado de novo;
- pastas internas do servidor, calendário e contatos ficam de fora.